28 de novembro de 1993: A Reuters informa que Gustavo de Greiff, procurador-geral da Colômbia, disse que a guerra contra as drogas fracassou e que a Colômbia deveria legalizar o tráfico de cocaína e maconha porque os Estados Unidos e a Europa estão descriminalizando o consumo.
02 de dezembro de 1993: O famigerado chefão Pablo Escobar é perseguido e morto pela polícia colombiana que lançava mão de tecnologia estadunidense. Em seu funeral dias depois, dezenas de milhares de cidadãos de Medelim saem a lamentá-lo.
03 de dezembro de 1998: A polícia colombiana apreende cerca de sete toneladas de cocaína em Cartagena na Colômbia com destino aos EUA via Cuba.
30 de novembro de 2000: A DEA anuncia que pretende proibir os produtos à base de cânhamo, inclusive o xampu, o sabonete e os alimentos feitos das sementes não-psicoativas do cânhamo. (A DEA perde esta ação.)
1º de dezembro de 2000: O presidente Jorge Batlle do Uruguai é citado em El Observador sugerindo a legalização das drogas.
30 de novembro de 2001: O Austin Chronicle chama John Walters, o novo fiscal das drogas dos EUA, de “o Dr. Fantástico do absurdo combate às drogas de nosso país – despede qualquer um que disse que as cadeias de nosso país estão cheias, é a favor de sentenças mais longas de prisão para consumidores de maconha, declarou que há ‘capacidade para o tratamento’ demais nos EUA, é contra os trabalhos para lidar com as discrepâncias raciais na repressão às drogas, quer mais militarização do combate às drogas no país e no exterior, gostaria que nosso governo expandisse sua guerra na Colômbia e tem sido um oponente barulhento das iniciativas estaduais para permitir o consumo medicinal de maconha”.
04 de dezembro de 2001: O auditor geral do Canadá publica um relatório sobre o papel do governo federal no trato com as drogas ilícitas. Um trecho do relatório diz: “Onze ministérios e agências federais estão envolvidos na tentativa de fiscalizar as drogas ilícitas a um custo de cerca de US$ 500 milhões ao ano... Mas, não sabem até onde chega o problema e se estão tendo sucesso ou não em seus trabalhos”.
02 de dezembro de 2002: A Reuters informa que um estudo independente concluiu que o consumo de maconha não leva adolescentes a experimentar drogas pesadas como a heroína ou a cocaína. O estudo do Centro de Pesquisa de Políticas de Drogas RAND, de caráter privado sem fins lucrativos, refutou a teoria de que a maconha atua como pretensa droga inicial para entorpecentes mais nocivos, um argumento-chave de que lançam mão os proibicionistas contra a legalização da maconha nos Estados Unidos.
29 de novembro de 2004: Na Suprema Corte dos EUA, a argüição no caso Gonzáles vs. Raich sobre a maconha medicinal é ouvida.