As respostas repressivas das forças de segurança aos consumidores de drogas injetáveis no Sudeste Asiático estão solapando o trabalho de diminuição da proliferação do HIV/AIDS na região, disseram analistas que se reuniram em Bancoc na semana passada. A partilha de seringas entre usuários de drogas injetáveis pode responder por até 50% de todos os novos contágios, disseram.

Na Tailândia, onde a “guerra contra as drogas” de um governo matou 2.500 pessoas de que se tem notícia ao longo de três meses em 2003, a polícia freqüentemente borra a linha entre traficantes e usuários, dificultando os trabalhos de tratamento dos dependentes, disse Precha Knokwan da Rede Tailandesa dos Usuários de Drogas. “Os próprios consumidores temem poder ser vítimas da polícia”, disse.
A situação é parecida na Indonésia, onde as prisões estão cheias de usuários de drogas soropositivos sem acesso aos serviços, disse Aditya Anugrah, da Associação Indonésia dos Usuários de Drogas. “Na Indonésia, as políticas de drogas não separam os consumidores dos traficantes”, disse. Isso resulta na partilha de seringas e na proliferação do HIV, disse. “As nossas políticas estão se concentrando em prender as pessoas e tratá-las como criminosas em vez de problemas de saúde”.
Há necessidade de redução de danos, mas isso exige a cooperação dos governos e da lei, disse Daniel Wolfe do Open Society Institute. “As medidas de redução de danos só podem dar certo se as agências de segurança as entenderem e ajudarem a impô-las”, disse.


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