A NORML ataca LA: A Convenção Nacional de 2007

No fim de semana passado, a National Organization for the Reform of Marijuana Laws (NORML, sigla em inglês) realizou a sua conferência nacional de 2007 em Los Ângeles, ou, mais precisamente, no hotel Sheraton na Universal City. Centenas de pacientes, ativistas e aficionados à maconha de todo o Golden State e do país acorreram ao local exclusivo para um fim de semana contínuo de estratégia, conscientização e relacionamentos, além da medicação e da recreação.

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Chris Conrad e Mikki Norris na palestra da conferência
Fumar maconha recreativamente está bem, mas é preciso que mais fumantes saiam dos seus sofás e vão às barricadas, disse o diretor-executivo da NORML, Allen St. Pierre, enquanto dava as boas-vindas aos assistentes na sessão inaugural. “Trabalho 70 horas por semana na NORML porque sou adulto, fumo cânabis e não quero ser um criminoso”, disse St. Pierre.

Mas precisa de um pouco de ajuda, disse, apontando que somente 0,1% dos consumidores de maconha se envolvem nos trabalhos de reforma. Imaginem só o que pode acontecer se mesmo 1% se envolvesse, disse. “Precisamos descer da cima acesos para a mudança”, disse St. Pierre. “Não unidos, acesos para a mudança”.

Essa mensagem ressoou especialmente na Califórnia, onde a maconha é o cultivo comercial número um e a lei vaga sobre a maconha medicinal do estado resultou em centenas de dispensários e numerosos consultórios, surgindo ao redor do estado para servirem ao mercado de maconha medicinal.

De fato, a conferência foi bastante Calicêntrica, o que não é nenhuma surpresa já que foi realizada em LA, a Califórnia é o estado mais populoso do país e está na vanguarda da reforma das leis sobre a maconha. Contudo, houve discussões mais gerais, com palestras diferentes que trataram do panorama reformador estadunidense, fazendo frente a questões comuns a propósito da maconha e dando conselhos sobre a “segurança do consumidor cannábico”, entre outros temas.

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Tommy Chong se apresenta na cerimônia de premiação
É certeza que há coisas acontecendo em outras partes do país além da Califórnia. Por exemplo, em uma sessão plenária, o diretor-executivo do Marijuana Policy Project (MPP, sigla em inglês), Rob Kampia, anunciou que o MPP vai se envolver em pelo menos quatro iniciativas estaduais pró-maconha: A maconha medicinal no Arizona, Maine e Michigan e a descriminalização no Massachusetts. A organização também está envolvida em trabalhos legislativos em prol da maconha medicinal no Illinois, Minnesota, Novo Hampshire e Nova Iorque. Na mesma palestra, John Sajo do grupo oregonês Voter Power descreveu a sua iniciativa pendente de expansão da lei de maconha medicinal do Oregon, a OMMA (sigla em inglês).

“Há 12 estados com leis de maconha medicinal em vigor no momento”, disse Kampia. “Podemos ter 18 estados nos dois próximos anos. As coisas estão aceleradas”.

É claro que não seria a NORML sem a aparição das luminárias do movimento. Jack Herer, o autor de “The Emperor Wears No Clothes” [O imperador está nu] e fundador do moderno movimento pró-cânhamo, marcou presença em uma mesa e se dirigiu à convenção pedindo apoio a uma iniciativa desenvolvida de legalização. Ed Rosenthal, o “guru da ganja”, avançou pela multidão com uma bata e um chapéu de mago e o escritor de livros de viagem, Rick Steves, pensou em voz alta em por quê os europeus eram muito mais civilizados do que os estadunidenses quando se tratava das políticas de maconha.

E Tommy Chong compareceu no sábado à noite para discursar em um jantar cheio. Entre outras coisas, Chong contou como ficou paranóico tarde demais com estar envolvido na operação de fabricação de narguilés que o fez passar nove meses em prisão federal. “Cerca de três meses depois de chegar à prisão, acordei uma noite e pensei: ‘Meu, não deveria ter colocado o meu rosto nesses narguilés’”, disse, para risadas atentas.

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a lista de preços dos dispensários de maconha medicinal na área de LA
Embora o fim de semana tivesse uma programação cheia de palestras e discursos, muitos assistentes passaram bastante tempo batendo papo lá fora, onde as rigorosas leis antifumo da Califórnia não vigoram e a medicação e a recreação aconteciam sem parar. Grande parte dos rumores nesses falatórios tratava da situação das coisas na Califórnia, que para ativistas de olhos esbugalhados de outros estados parecia ser a Terra Prometida, com dispensários brotando feito cogumelos, outdoors com enormes brotos de maconha que diziam "1-800-COMPRE-KUSH” e anúncios com uma médica sensual de minissaia afirmando sedutoramente que queria ser “a sua médica de maconha medicinal”.

Não é nem tão simples nem tão fácil, observaram rapidamente os habitantes do Golden State, citando reides da DEA, apreensões municipais e o difícil acesso para os pacientes em muitas partes do estado. Mas, ainda parece muito encantador para os forasteiros.

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