O chefe da Polícia de Gales do Norte, Richard Brunstrom, pediu a legalização e a regularização das drogas atualmente ilícitas em um relatório que lançou nesta semana em resposta à consulta do governo acerca da estratégia sobre as drogas que está em andamento. A proibição das drogas é "impraticável e imoral", disse.

"Se o Reino Unido realmente quiser uma estratégia radical e provada, então a atual política de 'guerra contra as drogas'... deveria ser substituída e a Lei de Consumo Indevido de Drogas de 1971 [Misuse of Drugs Act 1971] deveria ser revogada e substituída por uma nova 'Lei de Consumo Indevido de Substâncias' baseada na legalização e na regularização cuidadosa de todas as substâncias que são consumidas abusiva e consistentemente", concluiu Brunstrom francamente. "Esta nova Lei terá em seu cerne uma filosofia de avaliação e redução do dano objetivamente estimado".
"Estamos absolutamente encantados com o relatório do Sr. Brunstrom", disse Danny Kushlick da Transform. "O chefe de polícia demonstrou grande capacidade de liderança e imaginação ao pedir, pública e notoriamente, políticas de drogas que substituam os fracassos evidentes da proibição por um sistema legal de regularização e fiscalização das drogas potencialmente perigosas", prosseguiu Kushlick.
"A atual consulta do governo acerca da estratégia sobre as drogas descartou inexplicavelmente qualquer discussão das alternativas à proibição, apesar do fracasso sistemático das políticas ao longo de uma série de décadas", disse Kushlick. "O relatório do Sr. Brunstrom põe estas alternativas pragmáticas firmemente em discussão de novo, onde deveriam estar, caso um debate significativo sobre 'o que dá certo' for contemplado. Espera-se que a Autoridade Policial apóie as recomendações do chefe de polícia e que outras Autoridades Policiais examinem seriamente o impacto de impor a proibição. Isso indica o começo da renovação das críticas à proibição, que o relatório do Sr. Brunstrom diz que é 'tanto impraticável quanto imoral' e deveria forçar o Ministério do Interior, e, de fato, o Governo, a levar a questão em conta com muito maior seriedade do que até agora. Deve-se muitíssimo respeito ao chefe de polícia por apoiar políticas 'pragmáticas e éticas', apesar da sua natureza de tabu na política dos partidos de primeiro escalão. Os que o denunciam deveriam ter dúvidas acerca de se fiarem no que o Sr. Brunstrom chama de 'dogma moralista'", advertiu Kushlick.


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