Proibição: Grupos terroristas lucram com as drogas, diz DEA - As árvores não deixam ver o bosque

Aproximadamente metade dos grupos listados oficialmente pelo governo dos EUA enquanto organizações terroristas estrangeiras financiam as suas atividades através do narcotráfico, disse um alto funcionário da DEA na segunda-feira. Nada é mais lucrativo para as organizações terroristas do que as drogas, disse Michael Braun, o vice-administrador da DEA, em uma conferência sobre "O impacto global do terrorismo" em Israel.

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mostra itinerante equívoca da DEA sobre as drogas e o terrorismo
A DEA "relacionou 18 das 42 Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, sigla em inglês) oficialmente designadas com atividades de narcotráfico de alguns tipos", disse Braun. O recurso ao financiamento da violência política mediante os lucros do narcotráfico resulta do apoio estatal minguante ao terrorismo, disse Braun, e o fato de que a Al-Qaeda "mudou de uma estrutura empresarial para uma estrutura de franquias", fazendo com que as suas sucursais gastem do próprio bolso.

O dinheiro do narcotráfico ilegal está financiando as FARC na Colômbia e o Sendero Luminoso no Peru, os rebeldes maoístas na Índia e a Al-Qaeda e o Talibã no Afeganistão, enquanto que vários grupos islâmicos na lista do terror também são suspeitos de lucrar com o haxixe e a maconha.

Como as Nações Unidas estimam que o narcotráfico ilícito valha $332 bilhões ao ano, os dólares do mercado negro são uma fonte irresistível de renda para tais grupos, que depois podem virar algo que se pareça com as organizações tradicionais do narcotráfico. Braun apontou as FARC, que tiveram sua origem nos anos 1960 enquanto exército guerrilheiro de esquerda, como "o estudo para esta evolução" e estimou sua renda anual do narcotráfico em entre $500 milhões e $1 bilhão todos os anos.

"Isso é o que o Talibã está fazendo agora mesmo no Afeganistão", disse Braun. "Estão cobrando impostos dos agricultores, mas temos indícios de que começaram a lhes dar segurança. Isso é o que aconteceu com as FARC há 15 anos", acrescentou. "Teremos que lidar com mais organizações mais híbridas no futuro", disse Braun na conferência no subúrbio de Herzliya em Tel Aviv. "Quando o seu trabalho te leva aos lamaçais para caçar cobras, é possível acabar tirando crocodilos também - eles moram no mesmo lugar".

O que Braun não disse é que esta fonte lucrativa de financiamento da violência política ao redor do mundo podia ser seca de uma vez ao revogar-se o atual regime global de proibição das drogas consagrado nas convenções da ONU sobre as drogas. Afinal de contas, é a situação das drogas ilícitas enquanto bens proibidos que as torna extremamente valiosas e deixa que sejam traficadas por criminosos violentos.

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