Prisioneiros da guerra às drogas: Alva Mae Groves, 86, morre atrás das grades

Alva Mae "a Vovó" Groves, a avó de 86 anos da Carolina do Norte condenada a 24 anos atrás das grades após se recusar a depor contra os filhos delas, faleceu na semana passada no hospital de uma prisão federal no Texas. Os funcionários da prisão federal lhe negaram a solicitação de morrer em casa, dizendo que as acusações dela eram sérias demais para permitir o benefício de saída da prisão.

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Alma Mae Groves (por cortesia da november.org)
Groves já cumprira 13 anos de prisão após se confessar culpada de formação de quadrilha para portar com a intenção de vender cocaína e favorecimento de troca de crack por vales-alimentação. Tinha 74 anos quando foi para a cadeia. Ela sempre sustentou que fora punida por não cooperar com os procuradores federais para trancar os filhos dela pelo resto das vidas deles.

"O meu verdadeiro crime... foi me recusar a depor contra os meus filhos, a carne das minhas entranhas, que foram concebidos, nascidos e criados com amor", escreveu Groves em uma carta de 2001 à November Coalition, um grupo antiproibicionista que se dedica a libertar os presos federais da guerra às drogas.

Os agentes da lei continuam afirmando que Groves desempenhou um papel fundamental em uma quadrilha de distribuição de cocaína realizada pelos parentes, mas eles sempre disseram que ela não fez nada além de vista grossa. Cinco dos parentes dela foram presos na investigação. O seu filho, Ricky Groves, está cumprindo uma sentença de prisão perpétua, enquanto que Groves, a filha mais velha e a neta dela foram todas mandadas para uma prisão federal em Tallahassee, Flórida.

Groves virou uma das garotas-propaganda da reforma das penas enquanto crescia a reação aos excessos da guerra às drogas dos anos 1980 e 1990. Mas, quaisquer reformas vão acontecer tarde demais para a avó que adorava cuidar de sua horda.

"É um alívio que esteja morta, mas dói, dói muito que não estivéssemos com ela", disse a filha Everline ao Charlotte Observer. "Ao que é que ela podia ter feito mal?"

Groves sonhava em sair da prisão, plantar hortas novas e ver os seus netos nascidos enquanto estava atrás das grades, mas nunca teve a chance. Os rins dela começaram a sofrer de insuficiência no início deste ano e ela foi transferida ao hospital de uma prisão federal em Fort Worth.

Groves não queria morrer na prisão, disse ela à November Coalition em uma carta recente. "Percebo que todos têm um dia para morrer, a morte é um destino que não dá para burlar. Não quero morrer na prisão. Quero morrer em casa cercada pelo amor do que sobrou da minha família".

No inverno passado, a família Groves fez um pedido de benefício de saída da prisão para que pudesse falecer em casa. A família escreveu a todos os funcionários em que podia pensar e recrutou a ajuda de grupos como a November Coalition, em vão. Enquanto as filhas de Groves se debruçavam sobre o leito dela no dia 19 de julho, os funcionários da prisão lhes entregavam uma carta que lhes negava o requerimento.

Permission to Reprint: This article is licensed under a modified Creative Commons Attribution license.
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