Matéria: Coleta de Assinaturas de Portland para Iniciativa de “Menor Prioridade” para a Maconha É Insuficiente

Neste mês de Novembro, os eleitores em Portland, Oregon, não votarão numa iniciativa que teria tornado a maconha a menor prioridade legal para a polícia e os promotores da cidade. Apesar de gastar quase $100.000 em um esforço de coleta de assinaturas suficientes para se classificar nas urnas, faltaram assinaturas para os organizadores da iniciativa.

Patrocina pela Citizens for a Safer Portland com o respaldo financeiro do Marijuana Policy Project de Washington, DC, a iniciativa teria criado um decreto-lei municipal que definiria a lei de repressão à maconha como a menor prioridade da polícia e teria impedido a cidade de aceitar fundos estaduais ou federais para impor as leis antimaconha. Também teria criado um comitê de supervisão civil para monitorar a obediência à imposição da lei e requerido que os policiais e promotores de Portland fizessem relatórios sobre as detenções e processos relacionados à maconha.

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apreensão de maconha perto do subúrbio Wilsonville de Portland
Portland deveria ter sido a maior de uma série de cidades do Litoral Oeste a desafiar as leis contra a maconha. Porém, esforços similares continuam vivos e vão muito bem em quatro cidades californianas, a franca legalização está em votação em Nevada e parece que os eleitores no Colorado também terão a oportunidade de votar a favor da reforma da legislação sobre a maconha.

"Não é uma decepção", disse o diretor de comunicação do MPP, Bruce Mirken. "Não vi nenhum tipo de autópsia que diga claramente o que deu errado, mas não dá para ficar contente com o investimento em um projeto e seu fracasso. O lado positivo é que uma série destas iniciativas teve sucesso em chegar às urnas em outros lugares", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Os organizadores da iniciativa de Portland precisavam entregar 26.291 assinaturas válidas para se classificar para a votação. O grupo conseguiu reunir apenas mais de 40.000 assinaturas, mas quando se limpou a lista das assinaturas duplicadas e inválidas, eles tinham 31.523. Mas, então, a cidade descartou várias centenas de folhas que contêm cerca de 4.500 porque os coletores de assinaturas tinham colocado suas iniciais nas folhas em vez de assiná-las com seus nomes completos. Nesse momento, a contagem de assinaturas caíra para 27.174, então quando uma amostra aleatória do gabinete eleitoral municipal das assinaturas restantes mostrou que cerca de um-terço das assinaturas era inválido, os organizadores reconheceram a derrota.

"Isso estava de acordo com as nossas conferências internas de validade", disse Chris Iverson da Citizens for a Safer Portland. "Isso significava que não havia jeito de conseguir, tínhamos apenas dois-terços válidos", disse ele à Crônica da Guerra Contra as Drogas.

Iverson disse que o fracasso em conseguir as assinaturas solicitadas era uma combinação do erro do organizador e uma maquinaria municipal eleitoral hostil. "Cometemos alguns erros ao longo do caminho", reconheceu. "Quando começamos, não calculamos as assinaturas duplicadas e de fora de Portland porque não sabíamos que seriam tantas. Se já houvéssemos feito isto antes, estaríamos cientes disto", disse Iverson.

"Tivemos 4.500 assinaturas descartadas pelo que eles chamaram de erro do coletor", reclamou Iverson. "Aqui no Oregon, temos regras muito estritas. Se eles não conseguirem ler a assinatura do coletor na página, eles vão a uma base de dados de registro de eleitores. Se não conseguirem combinar as assinaturas, eles descartam a página inteira. Tínhamos duas pessoas que fizeram centenas de folhas cada uma e suas folhas foram jogadas fora porque elas usaram versões abreviadas dos nomes delas", explicou. "Pensávamos que porque tínhamos documentos oficiais, estaríamos bem, especialmente porque eles tinham permitido isso no passado com outras campanhas. Mas, eles disseram que não as contariam porque não se combinavam exatamente".

Tal inflexibilidade oficial frustra o impulso democrático, disse Iverson. "Estes tipos de decisões são injustos e antidemocráticos", disse. "Muitas campanhas aqui estão tendo problemas com esta norma".

Iverson e a Citizens for a Safer Portland podem estar derrotados, mas não se curvam. "Esta iniciativa ajudou a reunir pessoas que nunca teriam entrado na mesma sala antes e estamos prontos para os preparativos do próximo projeto. Tenho sido ativista durante 15 anos e me considero um profissional das campanhas. Os realizadores profissionais de campanhas não cometem os mesmos erros duas vezes".

Iverson quer ajudar outros a evitar o cometimento dos mesmos erros também - ele está reunindo um pacote de perguntas que os aspirantes a organizadores da iniciativa deveriam ler antes de seguirem adiante com uma campanha.

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