O candidato à presidência da França e ativista antiglobalização, José Bové, começou a sua campanha na segunda-feira pedindo a legalização da maconha. O pedido aconteceu em seu primeiro discurso televisionado como candidato - o primeiro de qualquer candidato, os quais todos os 12 participaram de um sorteio para ver quando teriam tempo de emissão.

Embora Bové dissesse "descriminalizar" em vez de "legalizar", a sua referência ao álcool - que é legal na França - sugere que ele prevê um regime legal e regulado similar para a maconha. Segundo a lei francesa atual, que não distingue as drogas "leves" das "pesadas", o porte de drogas é sancionável por até um ano de cadeia e uma multa de $5.000.
Bové é agricultor e antigo ativista antiglobalização de esquerda. Ele é famoso por liderar o desmantelamento não-autorizado de um restaurante McDonald's em Millau em 1999 para protestar contra a carne bovina tratada com hormônios. Durante o seu discurso ao país, ele pediu o estabelecimento de uma força política de esquerda para desafiar a esquerda francesa oficial esclerosada e a direita em ascensão.
Os principais contendores na eleição da semana que vem são o conservador Nicolas Sarkozy, um intransigente nas políticas de drogas; a socialista Ségolène Royal; e o centrista François Bayrou. Se o primeiro turno não apresentar um vencedor claro, o segundo turno será realizado no dia 06 de maio. De acordo com uma pesquisa lançada na terça-feira, Sarkozy está na dianteira com 28%, Royal tem 22%, Bayrou 19% e o ultradireitista Jean-Marie Le Pen 14%. Bové está na terceira fila de candidatos, encolhido com dois outros com meros 2% dos votos. No entanto, o seu perfil ativista gerou alguma atenção à questão.


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