A frustração do prefeito de Barre, Vermont, Thomas Lauzon, com as drogas e as políticas de drogas está aparecendo e o está deixando um pouquinho esquizofrênico. Em comentários informados no Barre-Montpelier Times Argus no sábado, Lauzon pediu a pena de morte para os traficantes de crack e heroína e, no mesmo fôlego, pediu a legalização da maconha.
Ele disse que planeja pedir à assembléia estadual que adote a pena de morte e legalize a maconha. Se não obtiver sucesso nisso, disse, espera iniciar uma discussão em todo o estado sobre o problema de drogas estadual, provavelmente a partir de um fórum de abril em Barre.
Barre (pronuncia-se "berry") é uma cidade de rápido desenvolvimento que no passado era conhecida como "A Chicago da Nova Inglaterra". Hoje em dia, Barre tem a fama de ser exportadora de monumentos fúnebres de granito, uma distinção que lhe conseguiu uma matéria "ZipUSA" na edição de outubro de 2003 da National Geographic.
"As pessoas que estão traficando crack e traficando heroína tem valor social zero e deveriam pegar pena de morte", disse Lauzon. "Estou seguro que todos se distanciarão de mim", disse Lauzon no sábado de seu pedido da pena de morte. "Mas se alguém diz que estamos ganhando a guerra contra as drogas, está mentindo".
No sábado à noite ele reiterou essa posição em outra entrevista com o Times Argus. "Que valor social têm? Estão traficando crack e heroína aos jovens, sabendo muito bem quais serão os efeitos", disse o prefeito. "A que propósito servem na sociedade,. afora destruir vidas e destruir famílias?"
Os políticos de Vermont reagiram com cautela. O senador estadual Richard Sears (D-Bennington), presidente do Comitê Judiciário do Senado, disse que ele compreendia a frustração de Lauzon, mas não adotava nem a pena de morte para traficar drogas pesadas nem a legalização da maconha. "Acho que o homem está muito frustrado e compreendo a frustração dele", disse Sears. "A meu ver, o problema é que ignoramos este problema até que ficou fora de controle".
Jason Gibbs, porta-voz do governador James Douglas, disse ao jornal que embora o governador não fosse inalteravelmente contrário à pena de morte, ele era contrário à legalização da maconha. "Ele não é inalteravelmente contrário à pena de morte, mas não tem nenhum plano de introduzi-la. Há algumas circunstâncias nas quais ele apoiaria uma pena de morte, mas não tenho certeza se esta está entre elas", disse Gibbs. "A maconha é uma droga inicial para alguns, então ele não quer apoiar a legalização".
Lauzon disse que discutira as propostas dele com alguns legisladores, mas não chegara muito longe. "Eles ouvem com educação. Eu gostaria de ter uma conversa em todo o estado. A conversa que eu gostaria de começar é 'Como vamos? Estamos contentes com o nosso progresso na guerra contra as drogas? O que estamos fazendo em Vermont a respeito da guerra contra as drogas?" disse Lauzon. "Talvez comecemos em Barre".
Embora a proposta de Lauzon da pena de morte para os narcotraficantes seja a primeira na história recente de Vermont, o seu pedido de legalização da maconha ecoa um feito em dezembro passado pelo Promotor da Comarca de Windsor, Robert Sand, que pediu a legalização da maconha e a descriminalização das outras drogas. E assim está o debate sobre as drogas em Vermont.


Maconha é legal
A maconha deve sim ser legalizada, porque eu sou uma viciada e preciso porque já não tenho mais dinehiro para comprar!
Assim, também irão acabar com o trafico e com a violencia!
Quem quiser fumar, não vai precisar esconder dos outros... E cada um vai ter o livre-arbitrio de escolher o que quer.
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