O ativista pró-maconha do Colorado, Ken Gorman, 59, foi morto a tiros no seu lar em Denver no sábado à noite em um aparente roubo com invasão de domicílio. O assassinato aconteceu dias depois que a emissora televisiva local CBS4 transmitiu um informe sobre ele que incluía tomadas de plantas de maconha que cresciam dentro da sua casa. Gorman cultivava as plantas legalmente como paciente registrado de maconha medicinal, mas na matéria, Gorman era visto aconselhando usuários confessos de maconha não-medicinal a como usar as leis de maconha medicinal para poder portar a planta com impunidade. Até a quinta-feira, nenhuma detenção fora feita e a polícia disse que ainda estava investigando.
De acordo com os relatos das testemunhas, três homens mascarados adentraram o lar de Gorman com armas em punho no sábado à noite. Houve disparos, a polícia foi chamada e eles o encontraram jogado no chão da sua sala de estar com um ferimento no peito. Ele foi declarado morto pouco tempo depois.
Embora a polícia de Denver se recusasse a especular sobre se a matança estava relacionada com o cultivo legal de maconha medicinal de Gorman, os colegas ativistas tinham poucas dúvidas de que ele morreu em uma tentativa de roubo. "É bem assombroso que este homem trabalhasse a sua vida inteira para fazer com que a maconha seja legal e, afinal, o fato de que a maconha fosse ilegal é o que o levou à sua morte", disse Mason Tvert, diretor-executivo da SAFER, uma organização dedicada a legalizar pequenas quantidades de maconha recreativa, ao Denver Daily News. "É seguro dizer que se a maconha fosse legal Ken não teria sido morto", disse Tvert. "Acho que é um incidente violento que resulta do que acontece quando a maconha é mantida na ilegalidade".
O próprio Gorman dissera à CBS4 poucas semanas atrás que ele temia ser roubado em razão de sua abertura sobre o seu cultivo de maconha. "Quero dizer, puseram uma arma contra a minha cabeça, tive gente esfaqueada na minha casa por pessoas que tentavam se apropriar da minha maconha", disse Gorman no dia 31 de janeiro. Ele acrescentou que a sua casa fora invadida 15 vezes.
Sentir-se-á a falta de Gorman. "Estive em reuniões de pacientes em que os pacientes ficaram de pé, com lágrimas nos seus olhos, e disseram, 'Quando ninguém queria me ajudar, Ken Gorman me ajudava'", disse Brian Vicente, diretor-executivo da Sensible Colorado, uma organização sem fins lucrativos que defende a reforma das políticas de drogas no Colorado. "Não se ouve isso com freqüência", disse Vicente ao Daily News. "Ele era uma figura".


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