América Latina: Soldados mexicanos ocupam Tijuana em combate ao tráfico

Nesta semana, mais de 3.000 soldados e policiais federais mexicanos foram despachados à cidade fronteiriça de Tijuana para combater o narcotráfico, anunciaram os funcionários mexicanos na terça-feira. No mesmo dia, comboios que continham centenas de policiais vestidos com coletes à prova de balas entraram na cidade, a sede de uma das organizações mais poderosas e violentas do narcotráfico no México, o cartel Arellano Félix.

A entrada em Tijuana, onde mais de 300 pessoas foram mortas na violência relacionada à proibição das drogas no ano passado, é o segundo golpe duro contra os cartéis de parte do novo presidente mexicano, Felipe Calderón. No mês passado, ele enviou mais de 7.000 soldados ao estado de Michoacán para erradicarem a maconha e a papoula e irem de encontro aos traficantes localizados ali.

"As operações nos permitirão restabelecer as condições mínimas de segurança em pontos diferentes do México para que possamos recuperar pouco a pouco as nossas ruas, os nossos parques e as nossas escolas", disse o presidente Calderón ao país em uma mensagem de Ano Novo na terça-feira.

"Levaremos a cabo todas as ações necessárias para retomarmos cada região do território nacional", disse o ministro do interior do México, Francisco Ramírez Acuña, em entrevista coletiva no mesmo dia. "Não permitiremos que nenhum estado seja refém dos narcotraficantes ou do crime organizado".

Ramírez Acuña acrescentou que a força de Tijuana incluirá 2.620 soldados, 162 marinheiros e 510 agentes da polícia federal. Eles estarão equipados com 28 botes, 21 aviões e nove helicópteros para tentarem esmagar o tráfico florescente em cocaína, maconha e metanfetaminas entre as fronteiras. Os soldados e a polícia patrulharão a costa, cuidarão dos pontos de identificação e caçarão os narcotraficantes procurados na transbordante Tijuana, que fica do outro lado da fronteira EUA-México saindo de São Diego.

A intervenção federal foi bem recebida pelo prefeito de Tijuana, Jorge Hank Rhon, o qual, sob ataque dos interesses dos negócios municipais, anunciou no fim do ano passado que ia colocar toda a corporação da polícia municipal sob investigação por corrupção relacionada às drogas. Nesta semana, Rhon disse aos repórteres em Tijuana que esperava que os soldados e a polícia federal trabalhassem com os policiais municipais - supostamente os que já foram checados - que está estabelecendo pontos aleatórios de identificação.

"Espero que isto transforme Tijuana em um lugar mais seguro", disse, enquanto negava que dispersão significa que a cidade está sendo militarizada.

Como o seu predecessor, Vicente Fox, o presidente Calderón está fazendo uma grande demonstração de perseguição dos tais cartéis, cujas batalhas sangrentas deixaram em torno de 2.000 mortos no ano passado. Mas, os golpes de Fox contra os cartéis, que eliminaram parte da sua liderança prévia, são o que levaram à violência sangrenta enquanto os cartéis se debatiam um com o outro para se reajustarem. Dada a natureza lucrativa do negócio e o apetite insaciável por drogas ilícitas ao norte da fronteira, há poucas provas para sugerir que o resultado será diferente desta vez.

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