18 de julho de 1956: A Lei de Fiscalização dos Entorpecentes/Lei Daniel [Narcotics Control Act/Daniel Act] é aprovada, instaurando as sentenças mínimas obrigatórias para infratores da legislação antidroga.
17 de julho de 1980: Financiados por ricos rancheiros e chefões do tráfico comandados por Roberto Suárez Gómez, os “Generais da Cocaína” do “golpe da cocaína” tomam o poder. Em alguns meses, sabe-se que Pierluigi Pagliai e Stefano Delle Chiaie eram terroristas do grupo Propaganda Due (P-2) de direita com suspeitas de assassinato em três continentes e que Klaus Altmann não era ninguém mais, ninguém menos que Klaus Barbie, o Carniceiro de Lião, criminoso de guerra nazista foragido. Barbie, quem matara centenas de judeus, evitara ser levado a julgamento quando estadunidenses na Alemanha ocupada o recrutaram como informante em 1947 e tramaram a fuga dele.
17 de julho de 1984: O combate às drogas e a Guerra Fria colidem quando o Washington Times publica uma matéria que detalha a infiltração bem-sucedida do informante Barry Seal da DEA nas operações do Cartel de Medelim no Panamá. Oliver North vazou a notícia e pretendia mostrar o envolvimento dos sandinistas nicaragüenses no tráfico. Dez dias depois, Carlos Lehder, Pablo Escobar, Jorge Ochoa e José Gonzalo Rodríguez Gacha são indiciados por um júri federal em Miami com base em provas obtidas por Seal. Em fevereiro de 1986, Seal é assassinado em Baton Rouge na Luisiana por pistoleiros contratados pelo cartel.
23 de julho de 1985: Tulio Manuel Castro Gil, juiz do Tribunal Constitucional de Bogotá, é assassinado enquanto pega um táxi depois de acusar Pablo Escobar pelo assassinato de Lara Bonilla.
20 de julho de 1995: O número total de prisões por maconha nos EUA desde 1965 passa a marca dos 10.000.000, de acordo com um cálculo feito pela NORML.
22 de julho de 1997: Barry McCaffrey, secretário antidroga dos EUA, diz: “Na opinião da comunidade científica e médica dos Estados Unidos, a maconha tem um alto potencial de toxicomania e nenhum valor terapêutico conhecido em geral”. Ele diz isso apesar de um editorial da edição de 30 de janeiro de 1997 do New England Journal of Medicine que declara: “As autoridades federais deveriam rescindir sua proibição do consumo medicinal de maconha para pacientes em estado grave e permitir que os médicos decidam quais pacientes vão tratar”.
17 de julho de 2001: Sue Bauman, a prefeita de Madison no Wisconsin, se manifesta sobre o combate às drogas em seu discurso Estado da Cidade: “Enquanto cidade e sociedade, precisamos investir mais dinheiro em programas de prevenção e, portanto, menos em policiamento e no sistema de justiça penal... É hora de que o país, o estado, a comarca e a Cidade entendam a toxicomania e o alcoolismo como problema de saúde pública. Infelizmente, há anos que a ênfase esteve na guerra contra as drogas – uma tentativa de acabar com o consumo de drogas e o alcoolismo punindo os consumidores e toxicômanos. É uma estratégia fracassada”.
19 de julho de 2001: O Washington Post informa que um informante confidencial da Administração de Repressão às Drogas comprometeu dezenas de processos pelos Estados Unidos afora ao prestar um falso depoimento sob juramento e ocultar seu próprio mandado de prisão, mas a DEA continuou a empregá-lo durante 16 anos apesar do conhecimento detalhado de sua malfeitoria, de acordo com entrevistas, documentos judiciais e um relatório interno da agência.
19 de julho de 2001: Junto com uma conferência de dois dias sobre o êxtase dirigida pelo Instituto Nacional sobre a Toxicomania (NIDA, na sigla em inglês) dos EUA, o senador Bob Graham (D-FL) apresenta a “Lei de Prevenção ao Êxtase de 2001” [Ecstasy Prevention Act of 2001]. Uma análise inicial do Centro de Liberdade Cognitiva e Ética (CCLE, na sigla em inglês) mostra que este novo projeto, embora diga gerar mais dados científicos sobre as conseqüências da MDMA (êxtase) para a saúde, destina mais de 22 milhões de dólares a mais repressão legal, propaganda midiática e à criação de um novo exame da droga MDMA.
21 de julho de 2004: O professor Lyle Craker, a Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS, na sigla em inglês) e Valerie Corral entram com uma ação na Justiça contra a DEA, o Ministério da Saúde dos EUA, os Institutos Nacionais da Saúde dos EUA e o Instituto Nacional sobre a Toxicomania dos EUA por obstruírem a pesquisa médica.


Post new comment