América Latina: Os ataques contra candidatos de partido mexicano que favorecem a legalização das drogas

O pequeno Partido Socialdemocrata (PSD, na sigla em espanhol) pede abertamente a legalização das drogas como parte de sua plataforma. Agora, às vésperas das eleições de meados do ano, essa postura pode estar chamando a atenção do pessoal errado. O partido relata que pelo menos quatro de seus candidatos ao Congresso foram atacados enquanto faziam campanha e o presidente do partido dá a entender com veemência que ele acha que os traficantes de drogas estão por trás das agressões.

No domingo, um candidato suplente da campanha do PSD foi ferido por estilhaços de vidro depois que agressores desconhecidos atiraram contra o veículo de Emmanuel López, candidato do PSD em Acapulco. Dois dias antes, alguém jogou um coquetel molotov contra Celina del Carmen Ávalos em Tijuana. Dois outros candidatos do partido foram atacados em incidentes diferentes no Estado do México em um momento anterior da campanha. Ninguém foi ferido gravemente.

Em uma entrevista coletiva na terça-feira, os quadros do PSD chamaram os ataques de “inaceitáveis” e exigiram que o governo tome providências para colocar um fim neles. Todos os quatro ataques haviam sido denunciados à polícia da região, disseram.

“Está fora de perigo”, disse José Carlos Díaz Cuervo, dirigente do PSD, sobre o colaborador de campanha ferido. “No entanto, achamos inaceitável, algo que precisa de uma denúncia pública, que continuem acontecendo estes ataques contra candidatos do PSD”. Os ataques indicam “uma clara intenção de amedrontar-nos [...] algo que interpretamos como um sinal de que estamos fazendo as coisas direito justamente por tocarmos nos interesses que mantém este país prostrado perante o crime organizado, a perante máfia, pelo país afora”, manifestou o presidente do PSD. “É hora de que a autoridade diga algo a esse respeito. Estes atos de violência não podem passar como anedotas de campanha. É muito delicado que em uma democracia queiram silenciar vozes a partir de este tipo de atos de barbárie”, acrescentou.

Quando interrogado diretamente se achava que os traficantes de drogas estavam por trás dos ataques, Luciano Pascoe, vice-presidente do PSD, comunicou que o partido não tinha provas diretas para apontar essa teoria. “O que começamos, sim, a encontrar é que vão contra o partido, contra as propostas, e isto fala de um perfil político das agressões”, disse Pascoe. “O que não vão conseguir com balas é nos calar”.

Porém, Díaz hesitou menos. “Sem dúvida, diferentemente do Governo federal, parece que os traficantes entendem, sim, que a regulação desse mercado tiraria o negócio deles e seria uma forma mais inteligente de combatê-los”, disse.

A campanha acontece enquanto o combate às drogas do México continua perturbando o país. Após tomar posse em dezembro de 2006, o presidente conservador Felipe Calderón começou a dispersar efetivos e policiais federais para refrear os cartéis, cujos confrontos com as autoridades e entre eles mesmos resultaram em 1.500 mortos em 2006. Porém, mesmo quando o número de efetivos e policiais federais aumentou para 65.000, sendo que vários municípios fronteiriços mexicanos decretaram a lei marcial na prática, a mesma coisa aconteceu com o saldo de mortos ligado à proibição. Saltou para 2.700 pessoas em 2007 e de novo para mais de 6.000 no ano passado. Neste ano, parece que está acompanhando esse ritmo alucinante, com uns 2.500 mortos até agora.

O PSD argumenta que a legalização das drogas aumentaria a segurança pública ao constranger a oferta de dinheiro aos cartéis. Também pede a legalização com base na saúde pública e no humanitarismo.

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