O Promotor da Comarca de Windsor, Vermont, Robert Sand, se pronunciou contra a guerra às drogas. Em uma entrevista da quinta-feira com o Rutland Herald, Sand disse que favorece a descriminalização de todas as drogas e uma abordagem de saúde pública ao consumo de drogas.
“Para mim, é difícil ver os vastos recursos gastos nos casos de drogas”, disse Sand. O promotor de 15 anos acrescentou que ele queria que mais recursos fossem ao processo de abuso físico e sexual das crianças. “Não me entendam mal. As drogas fazem mal à saúde, prejudicam o juízo, afetam a memória, reduzem as inibições de maneira perigosa. Não fazem bem”.
Mas, o estado de Vermont precisa repensar se é o papel do governo impedir forçosamente as pessoas de consumirem substâncias tóxicas, disse Sand. A idéia não deveria ser considerada radical, protestou. “Na verdade, recuso a premissa de que seja radical. Não estou perdoando a infração da lei. O meu dever é impor a lei, mas não é o meu papel só aceitar passivamente uma situação que agrava o perigo público. A proibição não funciona; deveríamos ter aprendido isso com o álcool”, disse.
É a proibição das drogas, não as próprias drogas, que causa a criminalidade mais séria, debateu Sand. “As transações de drogas causam os crimes mais sérios”, disse, observando que as disputam tratam de dinheiro devido, de drogas roubadas e de guerras entre traficantes por território. “Essa é a violência das drogas”, disse, não a criminalidade induzida pelas drogas. “Não vemos cracômanos enlouquecidos ou alguém drogado com metanfetamina cristal”, disse.
Sand disse ao Herald que levara a sua mensagem aos grandes departamentos da polícia e após uma reposta inicialmente adversa, conseguiu que a polícia entendesse o seu ponto de vista. Ele lhe pede que pensem “na pior bocada de drogas na comunidade deles, no pior traficante, no pior viciado” e então lhes pede que imaginem a bocada pintada e consertada e pessoas obtendo drogas legalmente. Nesse momento mudam de opinião, disse. “Significa menos violência. Significa menos viciados”.
Sand só começou recentemente a se pronunciar, disse ele ao Herald. Parece que está pronto para ser ouvido.


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