Em 2006, a Dacota do Sul virou o único estado a derrotar uma iniciativa de legalização do consumo medicinal de maconha. Seus defensores chegaram perto, mas, no fim das contas, deixaram a desejar, com 48% dos votos. Agora, depois que a Assembléia estadual ignorou a chance de tomar providências a respeito desta questão este ano, os ativistas estão prontos para colocarem os eleitores à prova de novo.
Na segunda-feira, a South Dakotans for Safe Access apresentou documentos para submeter sua proposta de iniciativa a votação em 2010. Seus partidários precisam conseguir 16.776 assinaturas válidas de eleitores cadastrados até o próximo dia 06 de abril para entrarem nas urnas.
Segundo a medida proposta, os pacientes com problemas de saúde debilitantes e a recomendação de um médico – ou seus cuidadores designados – podem portar até seis plantas, 28 gramas de maconha consumível e sementes, caules e raízes incidentais. Os pacientes se cadastrariam no estado e receberiam cédulas de identidade.
O movimento se encontra em um estado mais consolidado na Dacota do Sul desta vez, disse o organizador Emmett Reistroffer de Sioux Falls ao Rapid City Journal. Conta com mais pacientes, médicos, ex-policiais e outros do que em 2006, disse. “Sabem que esta lei é a melhor coisa para a Dacota do Sul em comparação com o que temos agora, que chama estes pacientes de criminosos”, disse Reistroffer.
A tentativa vai se deparar com um establishment político republicano implacavelmente contrário à maconha medicinal. No início deste ano, o procurador-geral Larry Long repudiou a chance de trabalhar com os defensores para lidar com as inquietações e objeções da força pública. Porém, pelo menos uma coisa será diferente: Em 2006, o governo Bush enviou a secretaria antidroga à Dacota do Sul para energizar a oposição em relação a tal iniciativa. Há poucos indícios de que o governo Obama se dará o mesmo trabalho de interferir em iniciativas estaduais pró-maconha medicinal.


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