Um regime em que as drogas atualmente ilícitas são reguladas e legalizadas proporcionaria numerosos benefícios à Grã-Bretanha, entre os quais estaria uma economia de US$ 20 bilhões para o governo, as vítimas da criminalidade e os consumidores de drogas, de acordo com uma comparação abrangente dos custos da proibição e da legalização das drogas.
Os dados vêm de A Comparison of the Cost-effectiveness of Prohibition and Regulation [Uma comparação da rentabilidade da proibição e da regulação], um relatório lançado na quarta-feira pela Transform Drug Policy Foundation, um grupo britânico de reforma das políticas de drogas. O grupo diz que é a primeira vez que alguém na Grã-Bretanha tentou uma comparação geral das abordagens divergentes ao consumo e à venda de drogas.
De acordo com a política britânica oficial, as políticas ou os programas deveriam ser estimados por uma análise de rentabilidade ou uma avaliação de impacto, mas isso nunca foi feito com a proibição das drogas. Em vez de políticas comprovadas, o governo britânico tem dependido de meras asserções para justificar a manutenção da proibição e argumentar que os danos da legalização superariam seus benefícios.
Agora, a Transform está desafiando o governo a mostrar suas cartas. De acordo com sua análise, que examinou a justiça penal, o tratamento da toxicomania, a criminalidade e outros custos sociais, um regime de legalização regulada auferiria grandes economias em relação à atual política proibicionista.
A Transform tomou como pontos de partida quatro situações diferentes de legalização com base na redução pela metade, na permanência, no aumento pela metade e na duplicação dos níveis de consumo de drogas. Mesmo na pior de todas as situações, com a duplicação sob a legalização, a Grã-Bretanha ainda conseguiria economizar US$ 6,7 bilhões ao ano. Na melhor de todas as situações, as economias podiam se aproximar dos US$ 20 bilhões ao ano.
“A conclusão é a de que regular o mercado das drogas é uma política enormemente mais rentável do que a proibição e que passar da proibição a mercados regulados das drogas na Inglaterra e no País de Gales proporcionaria uma poupança líquida aos contribuintes, às vítimas de crimes, às comunidades, ao sistema de justiça penal e aos consumidores de drogas”, descobriu a Transform.


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