Uma pesquisa da EMC Research encarregada pela Universidade de Oaksterdam e levada a cabo entre os dias 16 e 21 de março descobriu que os eleitores californianos estão prontos para oferecerem um apoio majoritário à tributação e regulação do porte, da venda e da produção de maconha. É a primeira vez que algo assim acontece.
Cinqüenta e quatro por cento dos entrevistados achavam que a maconha deveria ser legal para adultos, enquanto 39% discordavam. Quando indagados se seriam a favor de uma iniciativa para permitir o consumo de cânabis da parte de adultos com vendas tributadas e reguladas por opção local, 53% disseram que sim, enquanto 41% disseram que não. Quando a iniciativa hipotética foi dividida em suas duas partes, a venda tributada e regulada por opção local granjeou a aprovação de 55%, enquanto permitir o consumo entre adultos obteve 50%.
Quando indagados para considerarem a hipótese de que tal iniciativa fora aprovada e sua comarca ou país estivesse decidindo mediante votação se ia tributar e regular a venda e a produção de maconha, 59% disseram que sim, enquanto somente 36% disseram que não. Cinqüenta e oito por cento dos entrevistados manifestaram que a maconha deveria ser tratada igual ao (50%), ou com mais seriedade do que o, álcool.
A pesquisa também consultou os eleitores a respeito de quais argumentos em prol da legalização e regulação da maconha repercutiam com mais força. Os seguintes argumentos foram os mais persuasivos: facilitaria o acesso à maconha medicinal para as pessoas que precisam dela (57% disseram que tinham mais chances de aprovar isso); impediria que as crianças obtivessem maconha (54%); permitiria que a polícia se centrasse em crimes de sangue (51%); e tiraria o negócio dos pequenos vendedores (50%).
De um modo um pouco surpreendente, os argumentos econômicos não foram tão persuasivos assim. O argumento de que a legalização proporcionaria verbas para serviços sociais faria somente 45% ter mais chances de aprová-la, o de que proporcionaria bilhões em receita fiscal 40%; e o de que criaria milhares de empregos 37%.
Enfim, depois de passar pelas perguntas, a pesquisa voltou a perguntar se as pessoas seriam a favor da legalização da cânabis para adultos com a venda e a produção tributadas e reguladas por opção local. Desta vez, 62% a aprovaram e 39% a desaprovaram. É uma melhoria de 9% em relação às respostas dadas no início da pesquisa e indica que pensar detidamente sobre o assunto aumenta os índices de aprovação.
A pesquisa acontece um mês depois que o deputado Tom Ammiano (D-São Francisco) apresentou o AB 390, que legalizaria a maconha no estado, mas somente quando os federais abrirem alas. Parece que os legisladores californianos precisam começar a alcançar as pessoas que os elegeram.


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