A Dacota do Sul se transformou no último estado a proibir a Salvia divinorum, a planta alucinógena usada durante séculos por xamãs mexicanos cujo consumo recreativo virou algo perceptível nos EUA ultimamente. Curiosamente, enquanto o projeto era emendado em um toma-lá-dá-cá entre a Câmara e o Senado estaduais, os legisladores se esqueceram de criminalizar especificamente a distribuição da erva.

O projeto criará duas infrações de porte de sálvia – uma contravenção pelo porte de uma quantidade inferior a 56 gramas da planta ou de seu princípio ativo, a Salvinorina A, e um crime pelo porte de uma quantidade superior a 56 gramas. Uma acusação pela contravenção pode ocasionaria no máximo um ano de prisão, enquanto o crime de Classe 6 acarretaria no máximo dois anos na penitenciária estadual.
O deputado Lance Russell (R-Hot Springs) instou a Câmara a negar a versão do projeto do Senado porque não ilegalizava especificamente a distribuição de sálvia. Porém, outros legisladores, ansiosos por procederem, disseram que proibir o porte já era um bom começo.
Como apontou a Crônica na semana passada, a Dacota do Sul é somente o último estado a cair presa da mania da sálvia. O Nebraska a proibiu há uma semana e medidas parecidas tramitam no Alabama, Iowa, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jérsei, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Sul e Texas.
Treze estados – Delaware, Flórida, Illinois, Kansas, Mississipi, Missouri, Nebrasca, Dacota do Norte, Oklahoma e Virgínia – incluíram a sálvia na Classe I segundo a legislação antidroga estadual. São 14 agora que a Dacota do Sul se somou à lista. Mais três – Luisiana, Maine e Tennessee – restringem a venda da planta. Maine e Califórnia a proíbem somente para menores de idade.


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