Leste Asiático: Governo Metropolitano de Tóquio incomodado, porém desamparado frente a revista pró-maconha

Uma revista de Tóquio que publicou várias vezes edições aludindo ao consumo de maconha e proporcionou dicas para o plantio está atraindo a ira do Governo Metropolitano de Tóquio, de acordo com um informe da imprensa japonesa. A revista é uma publicação irregular da Core Magazine, que também lança uma série de títulos de mangá para adultos.

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plantas de maconha (foto do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA via Wikimedia)
Três vezes nos dois últimos anos, a revista causou assombro entre a polícia metropolitana de Tóquio. Em uma edição de 2007, a revista publicou uma matéria sobre como a maconha é fumada no exterior. Em março de 2008, continha um artigo chamado “A realidade da poluição da cânabis” com fotografias detalhadas de como cultivar a maconha e também um DVD com mais fotos.

Isso fez a revista ganhar a designação de “publicação nociva para jovens” pelo Governo Metropolitano de Tóquio, que concluiu que o artigo podia levar os leitores a imitar os métodos de cultivo ilustrados. Tal designação quer dizer que a revista deve ser mantida em uma localização segura nas lojas para que os menores de idade não possam vê-la.

Na época, os editores deram uma de inocentes e disseram ao Governo Metropolitano: “Não consideramos o conteúdo do artigo. Tomaremos cuidado de agora em diante”.

Porém, a revista voltou com um artigo de dezembro que detalhava como cultivar maconha em sacadas e outro DVD cheio de fotos ilustrativas. Agora, também foi designada publicação nociva e o Governo Metropolitano emitiu uma “advertência severa” aos editores.

Os editores voltaram a fingir que sentiam muito. “O artigo foi escrito por um forasteiro e nosso sistema de checagem lidou com isso inadequadamente”, disseram ao governo. “Nunca mais publicaremos artigos parecidos”.

Embora a revista tenha recebido uma advertência severa e suas vendas tenham sido restringidas, isso é tudo o que o governo pode fazer segundo a legislação japonesa e os funcionários estão reclamando. “Foi extremamente inadequado que uma revista a que os jovens podem facilmente ter acesso contivesse tal artigo”, disse um. “Tomamos uma contramedida que achávamos estar mais bem fundada em nosso decreto-lei. Mas, não podemos fazer mais nada conforme a atual Lei de Fiscalização da Cânabis e nossos decretos-lei. Tudo o que podemos fazer no momento é confiar na palavra do editor, mas isso pode ser um jogo de gato e rato”.

A polêmica da revista Core acontece à medida que o número de acusações por delitos de drogas apresentado pela polícia japonesa atinge uma nova alta. De acordo com a Agência Nacional de Polícia, umas 2.194 pessoas foram presas por porte ou cultivo de janeiro a outubro do ano passado, o que faz o ano ter o número mais alto de prisões por maconha já registrado.

Entre os detidos estiveram vários lutadores de sumô, inclusive Wakakirin, quem foi pego na sexta-feira passada por porte. Naquele caso, a polícia disse que ele lhe contou: “Fiquei interessado [na cânabis] após ler sobre ela em uma revista”.

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