Na quinta-feira, a Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) atacou um dispensário de maconha medicinal em South Lake Tahoe na Califórnia, o que marca a primeira operação contra um dispensário durante o governo Obama novinho em folha. Em campanha, o candidato Obama disse várias vezes que iria acabar com tais apreensões.

“Fosse esta operação inconcebível contra um fornecedor de maconha medicinal a culpa de funcionários federais da gestão anterior ou não, o presidente Obama tem a oportunidade de mudar esta política nociva e antiquada”, disse Caren Woodson, diretora de assuntos governamentais do Americans for Safe Access, a destacada organização nacional de militância pró-maconha medicinal. “Esperamos que sejam os últimos resquícios do regime de Bush e que o presidente Obama desenvolva rapidamente uma política mais compassiva para com nossos cidadãos mais vulneráveis”.
Durante os anos Bush, a DEA realizou operações contra mais de cem dispensários californianos, às vezes somente para apreender o medicamento e dinheiro deles, às vezes para processar seus funcionários e botá-los na cadeia federal. Porém, a DEA também tem perseguido uma organização pró-maconha medicinal no Estado de Washington que oferecia plantas iniciais a seus integrantes, utilizou um júri federal no Oregon para obter os prontuários de pacientes e até mesmo ameaçou funcionários novo-mexicanos que planejavam implementar o programa de distribuição de maconha medicinal daquele estado.
Na operação da quinta-feira, agentes da DEA atacaram o dispensário Holistic Solutions em South Lake Tahoe e apreenderam dinheiro e maconha medicinal. Não prenderam ninguém.
“O presidente Obama deve ficar à altura da situação ao corrigir rapidamente este problema e manter a promessa que fez aos eleitores deste país”, disse Woodson, quem aludia às várias promessas de campanha de Obama.


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