Leste Asiático: Consumo de maconha provoca inquietação no Japão

Embora o consumo de maconha no Japão aconteça em índices enormemente mais baixos do que na Europa e nos Estados Unidos, a polícia e pelo menos um jornal estão tocando o alarme. No sábado, o jornal Mainichi informou que, conforme o que sua manchete manifestava, “Japão lida com crise da cânabis” [Japan Grappling With Cannabis Crisis].

O jornal aludiu a uma série de destacadas apreensões recentes de maconha ao anunciar a crise. Elas incluíram universitários, lutadores de sumo, atores e esportistas profissionais e quase todos ocorreram por porte ou consumo de pequenas quantidades de maconha. Também fez menção de um aumento no número de prisões por cultivo.

Eis as cifras duras por trás da “crise”. Desde 1998, o número de pessoas presas por cultivarem maconha quadruplicou... para desconcertantes 192, de acordo com a repartição de Kinki da Divisão de Observância e Entorpecentes do Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência Social. No ano passado, a polícia prendeu 2.373 pessoas por acusações ligadas à maconha. Em comparação, nos Estados Unidos, que têm aproximadamente duas vezes e meia a população do Japão, mais de 800.000 pessoas foram presas por acusações relacionadas com a maconha no ano passado.

Segundo a Lei de Fiscalização da Cânabis do Japão, até mesmo o porte de pequenas quantidades de maconha pode acarretar uma sentença de cinco anos de prisão e vendê-la até sete. Não há sanção formal para o consumo, mas o Ministério da Saúde apontou que pessoas que a fumaram juntas podem ser e foram acusadas de porte de baseado.

Mainichi se fiou bastante em agentes antidrogas do Ministério da Saúde para obter informações. “Não há necessidade de seringas e passa toda uma sensação de que é legal. Para os recém-iniciados nas drogas, a barreira é baixa”, disse o ministério enquanto tentava explicar a sedução da planta. O ministério também advertiu que o THC “pode causar alucinações” e que a maconha “também é conhecida como droga inicial”.

Ao procurar equilibrar seu relato, o jornal também chamou um professor da Universidade Internacional de Nagasaki que repetiu mais alguns bordões. “É mais cancerígeno do que o tabaco, então dizer que não há efeito para a saúde é um grande erro”, advertiu Yukihiro Shoyama. “Consumi-la várias vezes pode causar uma síndrome motivacional parecida com a letargia crônica e a deterioração da memória”.

E se já não bastassem tantos males, os agentes antidrogas do ministério enfatizaram os perigos de ser pego. “Prisão, demissão, expulsão da escola... Com o risco de solapas as coisas que formam sua vida, o risco de fumar cânabis não é alto demais? Pense bem e saberá a resposta”, disse um investigador.

Parece que é hora de haver uma sucursal japonesa da NORML.

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