A segunda-feira foi o primeiro dia para apresentar projetos de lei para a próxima sessão da Assembléia Legislativa do Texas e até o fim do dia foram introduzidos dois projetos diferentes que lidavam com a Salvia divinorum. Um criminalizaria seu porte ao transformá-la em uma contravenção de Classe A, enquanto outro proibiria sua venda a menores de 18 anos de idade.

Embora cerca de doze estados tenham tomado providências para proibi-la logo de uma vez ou restringir a venda dela, a DEA, que esteve estudando a sálvia há anos, não agiu para colocá-la na categoria de substâncias fiscalizadas pelo governo federal dos EUA.
O deputado estadual Charles “Doc” Anderson (R-Waco) não quer mais esperar os federais. Na segunda-feira, Anderson apresentou o Projeto 126 da Câmara [House Bill 126] para proibir o porte da planta.
“Com um único consumo podem causar um prejuízo gravíssimo em seus cérebros e sua função mental e ela causa sobretudo alucinações, como indica o nome”, disse Anderson ao Waco Tribune. “É um alucinógeno potente e começamos a ver casos de flashbacks e coisas assim até mesmo por consumi-lo uma só vez”, disse.
Como não é de deixar se afugentar pelos holofotes, Anderson deu as caras no dia seguinte no programa do Dr. Phil durante um segmento sobre a conduta adolescente de risco. “Espero que minha aparição no programa do Dr. Phil ajude a conscientizar as pessoas sobre os perigos da sálvia e a revelação ao país inteiro ajude a dar maior credibilidade a nosso depoimento”, disse Anderson, explicando que foi levado a tomar providências depois que a filha de um eleitor sofreu uma experiência ruim com a planta.
O outro projeto sobre a sálvia, o Projeto 257 do Senado [Senate Bill 257], é muito menos restritivo. Ele transformaria em contravenção de Classe C oferecer sálvia a um menor de idade. O projeto de lei diz que ser empregado de uma loja que vendeu a sálvia não seria uma defesa, mas vendê-la a alguém com uma identidade aparentemente válida que resultasse ser menor de idade sim.
Se qualquer um dos dois projetos for aprovado na Assembléia Legislativa, entraria em vigor no próximo dia 1º de setembro.


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