
Ou como disse o GAO diplomaticamente: “A meta do Plano Colômbia de reduzir o cultivo, processamento e distribuição de entorpecentes ilícitos em 50 por cento em 6 anos não foi totalmente alcançada”.
Pelo que todos dizem, a Colômbia tem sido e continua sendo o produtor número um de coca e cocaína do mundo. Estima-se que 90% da cocaína que chega aos EUA venham da Colômbia. Apesar de anos de erradicação aérea com herbicidas e também fumigação manual, Washington e Bogotá não conseguiram causar um impacto sério sobre o tráfico colombiano de coca e cocaína. A incapacidade de suprimir a produção da coca e cocaína “pode ser explicada por medidas tomadas pelos cocaleiros para sustar os trabalhos de erradicação estadunidenses e colombianos”, disse o relatório.

O relatório pede cortes na ajuda e aconselha funcionários estadunidenses e colombianos a “desenvolver um plano conjunto para entregar as responsabilidades operacionais e financiadoras para com programas respaldados pelos EUA à Colômbia”. Também pediu que a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), a qual tem administrado mais de $1.3 bilhão em verbas para o desenvolvimento alternativo, proponha métodos para medir se seus trabalhos estavam causando algum impacto.
O GAO atribuiu mérito a Washington e Bogotá por melhorarem o clima da segurança da Colômbia “através de enfrentamentos sistemáticos da polícia e dos militares com grupos armados ilegais e pela degradação das finanças destes grupos”. Porém, como informamos na semana passada, a Anistia Internacional descobriu que a situação dos direitos humanos na Colômbia continua sendo um horror, com milhares de chacinas todo ano e entre dois e três milhões de colombianos deslocados e vivendo feito refugiados.
Como os democratas assumiram o controle tanto do Congresso quanto da Casa Branca, os dias do Plano Colômbia podem estar contados e um relatório como este deve matar a besta. Mas, não fique surpreso se não o fizer.


Post new comment