Maconha medicinal: Briga por quantidades permissíveis continua no Estado de Washington

Após ser repreendida redondamente por mais de cem pacientes e ativistas pró-maconha medicinal em uma reunião nervosa na segunda-feira, a Secretaria da Saúde do Estado de Washington estendeu o prazo para comentários sobre sua proposta de limites para a quantidade de maconha medicinal até as 17:00 de hoje (horário do Pacífico). Karen Jansen, subsecretária da Saúde, fez o anúncio no fim da reunião em Tumwater.

Os eleitores de Washington aprovaram uma iniciativa de maconha medicinal em 1998 que permitia que os pacientes tivessem provisões para 60 dias, mas nunca se especificou o que isso constitui ao certo. No ano passado, a Assembléia aprovou uma medida que ordena que a Secretaria da Saúde explique com detalhes as quantidades aceitáveis.

Em um anteprojeto anterior, a Secretaria da Saúde sugeriu permitir 992g de maconha e 9,29m2 de espaço para cultivo aos pacientes. Mas, após as críticas da governadora Christine Gregoire (D), cujo gabinete argumentou que a proposta inicial era generosa demais e que não contava com uma contribuição suficiente da força pública e dos médicos, a secretaria voltou com uma proposta restritiva: 680g de maconha, seis plantas maduras e 18 mudas.

Na reunião de Tumwater, pacientes, médicos e ativistas criticaram com dureza a nova proposta, chamando-a de iníqua, irrealista e indevidamente influenciada pela força pública. “Não somos criminosos. Somos pacientes”, disse Melissa Leggee de Spokane em comentários informados pelo Seattle Times. “Queremos apenas que nos deixem em paz para fazermos o que precisarmos fazer para sobreviver”.

“Vão transformar em criminosos todos nesta sala” se o limite proposto for adotado, disse Steve Sarich, de Kirkland, ao comitê de funcionários da Secretaria da Saúde. Sarich é o diretor da CannaCare, que proporciona auxílio jurídico e plantas iniciais a pacientes.

A Dr.ª Karen Hamilton de Redmond, que tratou pacientes socorridos pela maconha, disse que a proposta ia “tirar o tratamento das mãos dos médicos com efeito”, acrescentando que não existe uma dose adequada de maconha “de tamanho único”.

E orador após orador disseram ao comitê que seis plantas não podem fornecer a quantidade de maconha de que a maioria dos pacientes preisa para aliviar suas dores, náuse e outros sintomas das mais de dez doenças que a droga pode ajudar a tratar. Se os pacientes não puderem abastecer a si mesmos, disseram, terão de se voltar ao mercado negro.

A interferência de Gregoire no processo propositivo instigou Troy Williams da Comarca de Clark a instar a Secretaria da Saúde a fazer frente à governadora e proteger os direitos dos pacientes. Os funcionários da secretaria deveriam “encarar, ter um pouco de coragem e dizer à governadora que vá enfiá-lo naquele lugar”, disse.

A subscretária Jansen disse que assim que terminar o período para comentários hoje, a agência terá cerca de um mês para avaliá-los e adotar uma regra a respeito das quantidades. Se forem feitas mudanças consideráveis na proposta atual, disse, haverá uma nova rodada de comentários. Mudanças consideráveis são precisamente o que os pacientes e seus defensores querem ver.

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