Europa: Ex-funcionário antidroga britânico agora pede legalização

O homem que há foi responsável por coordenar as políticas de drogas do governo britânico diz agora que a legalização das drogas seria melhor do que a atual abordagem à proibicionista adotada por governos britânicos sucessivos. Julian Critchley, ex-diretor da Unidade de Coordenação Antidroga do Reino Unido no Gabinete, disse que “a esmagadora maioria” dos profissionais na área comungava com seus pontos de vista, mas que o governo dos novos trabalhistas encenou para um público de tablóides ao instaurar as políticas de drogas em vez de examinar as provas do que dava certo e do que não dava certo.

Enquanto diretor da unidade de coordenação, Critchley dependia do então secretário antidroga Keith Hellawell. A deserção de um ator de tão alto escalão é mais um golpe contra as políticas de drogas proibicionistas da Grã-Bretanha, que ultimamente foram consideradas um fracasso em um relatório da Comissão de Políticas de Drogas do Reino Unido. Foi como resposta a uma discussão eletrônica desse relatório que Critchley assumiu sua postura.

Critchley anunciou inicialmente sua mudança de opinião durante uma discussão sobre políticas de drogas na página da BBC (haja vista o comentário #73), logo, depois que Steve Rolles da Fundação Transform Drug Policy procurou e rug-co.html" target=_blank_>blogueou sobre os comentários de Critchley na quarta-feira, provocando um frenesi na mídia britânica, Critchley os explicou com detalhes no Independent na quinta-feira.

Durante sua época na unidade antidroga, “me parecia que as provas disponíveis apontavam com muita clareza que a repressão e as intervenções na oferta não faziam sentido em sua maior parte. Não causam impacto considerável e duradouro sobre a disponibilidade, a acessibilidade ou o consumo de drogas”, escreveu Critchley no blog da BBC no dia 30 de julho.

“Acho que afastar o consumo de drogas com o pensamento é uma insensatez”, prosseguiu. “A única causa de ação sensata é minimizar o dano causado à sociedade pelas drogas escolhidas pelos indivíduos. O que prejudica a sociedade é a ilegalidade das drogas e todos os custos que a acompanham. Sem dúvida, os benefícios da queda na criminalidade como conseqüência da legalização seriam enormes para a sociedade”, argumentou. “O argumento que sempre se apresenta contra isto é que haveria um aumento proporcional no consumo de drogas como resultado da legalização. Acho isso uma falácia: o tabaco é uma droga legal cujo consumo está caindo e, precisamente porque é legal, seus consumidores são muito mais suscetíveis de fiscalização do governo, programas de conscientização e tributação do que seriam se fosse ilegal. Os estudos indicam que o mercado já está quase saturado e qualquer um que desejar comprar a droga de sua escolha, em qualquer parte do Reino Unido, já pode fazê-lo. A noção de que muitas pessoas estejam se contendo somente por causa de uma lei que já sabem que é impossível de impor é simplesmente ridícula”.

Escutem, escutem! Mas, será que alguém no governo de Gordon Brown está ouvindo? Ou estarão ocupados tentando descobrir o que venderá com os leitores do Daily Mail?

Permission to Reprint: This article is licensed under a modified Creative Commons Attribution license.
Looking for the easiest way to join the anti-drug war movement? You've found it!

Post new comment

The content of this field is kept private and will not be shown publicly.
  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Allowed HTML tags: <a> <em> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <img> <i> <blockquote> <p> <address> <pre> <h1> <h2> <h3> <h4> <h5> <h6> <br> <object> <param> <embed> <b>

More information about formatting options

By submitting this form, you accept the Mollom privacy policy.

Drug War Issues

Criminal JusticeAsset Forfeiture, Collateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Court Rulings, Drug Courts, Due Process, Felony Disenfranchisement, Incarceration, Policing (2011 Drug War Killings, 2012 Drug War Killings, Arrests, Eradication, Informants, Interdiction, Lowest Priority Policies, Police Corruption, Police Raids, Profiling, Search and Seizure, SWAT/Paramilitarization, Task Forces, Undercover Work), Probation or Parole, Prosecution, Reentry/Rehabilitation, Sentencing (Alternatives to Incarceration, Clemency and Pardon, Crack/Powder Cocaine Disparity, Death Penalty, Decriminalization, Drug Free Zones, Mandatory Minimums, Rockefeller Drug Laws, Sentencing Guidelines)CultureArt, Celebrities, Counter-Culture, Music, Poetry/Literature, Television, TheaterDrug UseParaphernalia, ViolenceIntersecting IssuesCollateral Sanctions (College Aid, Drug Taxes, Housing, Welfare), Violence, Border, Budgets/Taxes/Economics, Business, Civil Rights, Driving, Economics, Education (College Aid), Environment, Families, Free Speech, Gun Policy, Human Rights, Immigration, Militarization, Money Laundering, Pregnancy, Privacy (Search and Seizure, Drug Testing), Race, Religion, Sports, Women's IssuesMarijuana PolicyGateway Theory, Hemp, Marijuana -- Personal Use, Marijuana Industry, Medical MarijuanaMedicineMedical Marijuana, Science of Drugs, Under-treatment of PainPublic HealthAddiction, Addiction Treatment (Science of Drugs), Drug Education, Drug Prevention, Drug-Related AIDS/HIV or Hepatitis C, Harm Reduction (Methadone & Other Opiate Maintenance, Needle Exchange, Overdose Prevention, Safe Injection Sites)Source and Transit CountriesAndean Drug War, Coca, Hashish, Mexican Drug War, Opium ProductionSpecific DrugsAlcohol, Ayahuasca, Cocaine (Crack Cocaine), Ecstasy, Heroin, Ibogaine, ketamine, Khat, Marijuana (Gateway Theory, Marijuana -- Personal Use, Medical Marijuana, Hashish), Methamphetamine, Nicotine, Prescription Opiates (Fentanyl, Oxycontin), Psychedelics (LSD, Mescaline, Peyote, Salvia Divinorum), Synthetic Drugs (Mephedrone, Synthetic Cannabinoids)YouthGrade School, Post-Secondary School, Raves, Secondary School