Repetimos o editorial de Julho de David Borden sobre este tópico devido à sua pertinência nesta semana.

Mesmo usando a lógica da guerra às drogas (que, geralmente, é uma má idéia), esta idéia fracassa decisivamente. A maioria das crianças não começa a usar drogas porque elas lhes são oferecidas por traficantes profissionais. A maioria das crianças começa a usar drogas porque elas lhes são oferecidas por outros garotos - crianças que lhes estão oferecendo por razões sociais ou porque se envolveram na empresa criminosa, mas em qualquer um dos casos não pelos adultos várias vezes condenados que apareceriam no sítio do estado. Também é importante lembrar que a maioria dos traficantes de drogas nunca foi pega, portanto, nunca aparecerá no registro por esse motivo.
Então, embora um registro permita que os pais estejam cientes de alguma fração dos traficantes de drogas de verdade que existem, não levará em conta (e talvez desvie a atenção) das maneiras mais comuns através das quais as drogas chegam às mãos de seus filhos. Além do mais, o mesmo processo econômico incontível que torna qualquer prisão de um traficante uma oportunidade de emprego para novos traficantes, também deve aplicar-se, pelo menos parcialmente, a quaisquer traficantes reincidentes que perderam o negócio porque alguns pais conseguiram fazer com que seus filhos mantivessem distância de qualquer traficante - se as crianças forem determinadas ou apenas voluntariosas, elas acabam conseguido as drogas delas de outra pessoa.
Contudo, mais resplandecente é um argumento que foi apontado numa publicação de um blog "de ensaio" por um membro do nosso pessoal, Scott Morgan, em nossa página que será lançada logo, logo. Scott usou um registro similar no Tennessee, limitado a infratores por delitos de metanfetamina, para mostrar quão útil seria (talvez seja) para qualquer jovem, em qualquer comarca no estado, que desejar encontrar pistas de gente na comarca dele que possa vender-lhe metanfetamina ou outras drogas - um resultado exatamente oposto ao que o registro pretende prevenir.
A diferença principal entre o registro do Tennessee e o registro proposto do Maine, sem contar que o do Maine inclui todas as drogas ilegais, é que o do Maine está limitado a infratores "habituais" da legislação antidrogas, as pessoas que foram condenadas várias vezes por tráfico de drogas. Mas, os infratores reincidentes são exatamente as pessoas que têm mais chances de infringir a lei novamente - as listagens mais úteis para as crianças ou outros que queiram localizar vendedores de drogas convenientemente restringidos. De qualquer forma, não se pode escapar da idéia de que um registro de infratores da legislação antidrogas é na verdade uma campanha publicitária paga pelo contribuinte que apóia o tráfico de drogas.
Afinal, devemos voltar à questão de que a principal maneira pela qual os jovens começam a se envolver no consumo de drogas é através da influência dos outros garotos - em muitos casos, comprando as drogas de outros garotos, nas escolas. Este é um dos fatores que levou a um aumento na predominância de armas nas escolas - aonde vai o mercado subterrâneo, também tendem a ir as armas.
Mas não precisava ser assim. Embora o consumo de álcool por menores de idade seja uma questão importante (o álcool é tanto uma droga quanto qualquer uma das drogas, e bem destrutiva), pelo menos os garotos não estão comprando álcool de outros garotos, na escola, de pessoas que portam armas. Essa situação existe com as drogas ilegais precisamente porque as proibimos. Com a legalização das drogas, os problemas criminais associados ao comércio em drogas desapareceriam - nada de tráfico armado de drogas nas escolas, nada de guerras por território ou mercados a céu aberto.
E embora o dano do consumo de drogas não desapareça quando a proibição terminar, o puro nível de destrutividade que está associado atualmente à dependência em particular também cairia consideravelmente, já que os usuários não estariam mais sujeitos às impurezas aleatórias e às flutuações na pureza, que presentemente levam a intoxicações e overdoses; e os preços altos que as drogas das ruas têm também cairiam, permitindo que muitos, se não a maioria, dos dependentes que são levados agora a comportamentos extremos como o roubo e a prostituição consigam o seu dinheiro para comprar drogas para pelo menos arcar com o vício através de meios legais de sustento. Intensificar a política fracassada a proibição não alcançará isto.
Enquanto isso, pelo menos vamos com calma com estas idéias desatinadas como registros de infratores de drogas. A estigmatização contínua de pessoas que já foram punidas deve ser um motivo suficiente. Mas se não for, a lógica incrivelmente fraca por trás desta idéia deve sê-lo. Queremos realmente ajudar as nossas crianças a encontrar traficantes de drogas? Eu não.


uiui
denovo esse cara feio pooe, a vaê toma no cu ¬¬
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