Um ex-secretário da Saúde e um ex-reitor universitário pedem a legalização da maconha em Porto Rico em uma tentativa de reduzir a população prisional e impedir que os jovens se exponham à criminalidade. De acordo com um informe da Associated Press no fim da semana passada, seu plano de tributar as vendas de maconha, sendo que a arrecadação seria investida em programas de tratamento da toxicomania, também recebe apoio de outros ex-servidores públicos e um doutor em medicina.
“O combate às drogas, lançando mão de punições, não deu certo”, disse José Manuel Saldaña, ex-reitor da Universidade de Porto Rico. “Isto é uma realidade social”. As pessoas não devem ser presas por fumarem maconha, acrescentou.
De acordo com a Secretaria da Correção de Porto Rico, 24% dos 13.500 presos da ilha-território cumprem pena por crimes de drogas. A secretaria estima que 80% dos crimes estejam “relacionados com as drogas”. Mais de 21.000 menores de 18 anos foram presos em incidentes “relacionados com as drogas” entre 1990 e 2005, segundo as estatísticas da polícia.
A proposta de legalização da maconha faz parte de um pacote geral que inclui penas mais duras para traficantes. Isso acontece enquanto a ilha se apronta para dar início a programas de tratamento da toxicomania com vista sobretudo ao consumo abusivo de heroína e pedra de cocaína.
Saldaña foi somado por Enrique Vázquez Quintana, ex-secretário da Saúde, ao fazer pressão em favor da legalização. Estiveram discutindo a proposta com funcionários ds prisões e legisladores, disseram.
Mas, os legisladores disseram que só querem legalizar a maconha para fins medicinais – e olhe lá. Miguel Pereira, o secretário da Correção, disse à AP que favorece programas de tratamento da toxicomania que legalizarem a maconha, mas só para consumo medicinal, não recreativo. “É uma proposta que deveríamos estar abertos a discutir”, disse.


Post new comment