Na segunda-feira, o professor David Nutt assumiu o cargo de sir Michael Rawlins como chefe da principal assessoria do governo britânico sobre as políticas de drogas, a Assessoria sobre o Consumo Indébito de Drogas (ACMD, na sigla em inglês). A imprensa britânica observou imediatamente que Nutt pedira o rebaixamento do êxtase, o popular estimulante junto aos jovens que freqüentam os clubes da Grã-Bretanha.

Em 2006, Nutt disse em uma audiência de um comitê de ciência e tecnologia que algumas drogas provavelmente não estavam nas categorias classificatórias corretas: “Acho que a base probatória para a classificação produtora de inibição não é forte e o vemos com uma série de drogas”, disse. “Acho que o 4MTA, LSD e êxtase provavelmente não deviam ser Classe A”.
Embora a imprensa ficasse nervosa com os comentários, o governo tomava ascensão de Nutt à direção da ACMD com calma. A ministra Jacqui Smith do Interior elogiou o demissionário Rawlins – cujo conselho ignorou – e deu as boas-vindas a Nutt. “Espero ansiosamente trabalhar com seu sucessor para que a perícia da assessoria possa continuar informar nosso ímpeto de reduzir o dano causado pelas substâncias ilegais”.
A nomeação de Nutt e as perguntas da imprensa ao Ministério do Interior do Reino Unido podem instigar um novo exame da classificação do êxtase e de outras drogas. “A ACMD vai considerar as provas para a classificação do êxtase com uma mente aberta com base em seu consumo social indevido e os danos ligados a outras drogas no sistema classificatório”, disse um porta-voz.


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