Polícia: As estórias de policiais corruptos desta semana

Dos dois extremos do país, há policiais corruptos pegando longas penas e outro agente antidrogas de Atlanta é preso. Enquanto isso, um agente de Imigrações e Alfândegas em São Diego e um guarda de prisão no saliente da Flórida são pegos. Vamos ao que interessa:

Em Los Ângeles, no dia 12 de maio, um ex-policial de Los Ângeles foi sentenciado a 13 anos de prisão por ser o cabeça de uma quadrilha de policiais corruptos que roubavam casas enquanto levavam a cabo falsos reides antidrogas. Rubén Palomares, 38, admitiu liderar mais de 40 roubos com arrombamento que simulavam operações da polícia em bairros operários de Los Ângeles entre 1999 e 2001. Ele se confessou culpado de formação de quadrilha para traficar drogas, infringir os direitos civis de suas vítimas e empregar uma arma de fogo durante o cometimento de um delito. O ex-policial da Divisão de Ramparts já está cumprindo seis anos por uma condenação por porte com a intenção de distribuir cocaína em São Diego. Palomares é um de cinco ex-policiais que serão condenados pelo esquema. Na segunda-feira, outro cúmplice de Palomares e ex-policial de Los Ângeles foi sentenciado a 102 anos de prisão. William Ferguson recebeu um golpe tão duro porque recusou um acordo de confissão de culpabilidade que envolvia depor contra seu irmão John, o qual também foi condenado pela quadrilha e atualmente cumpre oito anos.

[Ed.: A sentença de uma século de duração de Ferguson parece preocupante por várias razões. O assalto à mão armado é grave, assim como trair a confiança pública e contribuir para a desconfiança da polícia de parte do público. Mas, não é como se houvesse matado alguém. Não estar disposto a depor contra outra pessoa, ainda por cima o próprio irmão, não deveria ser motivo para acrescentar 89 anos à sentença e oito vezes mais. Fico imaginando quanto dessa sentença foram as acusações pela formação de quadrilha relacionada com as drogas por oposição aos roubos. – DB]

Em Atlanta, outro agente antidrogas atlantense foi condenado à prisão pelo assassinato de Kathryn Johnston. Na terça-feira, o policial Arthur Tesler de Atlanta foi sentenciado a quatro anos e nove meses por mentir a investigadores sobre o reide antidrogas de novembro de 2006 que resultou na morte da mulher de 92 anos. Os três oficiais envolvidos no caso mentiram a um juiz para obterem um mandado de busca, tentaram persuadir outro informante para que mentisse por eles e plantaram maconha na casa de Johnston depois do ocorrido. Os outros dois já se confessaram culpados e cumprem suas sentenças. Tesler foi o único dos três a ir a julgamento.

Em Boston, no dia 16 de maio, um ex-policial de Boston foi sentenciado a 26 anos de prisão pelo seu papel de liderança em uma esquema que recrutou dois outros oficiais bostonianos para darem proteção a caminhões cheios de cocaína com destino à cidade. Roberto Pulido se confessou culpado em novembro em meio ao julgamento dele depois que jurados ouviram fitas de mais de vinte conversações em que se gravava a um Pulido que se achava e insultava tramando o esquema de proteção em uma armação organizada pelo FBI. Pulido e seus colegas Carlos Pizarro e Nelson Carrasquillo foram presos em julho de 2006 após dirigirem um caminhão contendo 100 quilogramas de cocaína do oeste do Massachusetts à cidade. Ele se confessou culpado de formação de quadrilha para portar com a intenção de distribuir mais de cinco quilogramas de cocaína e um de heroína e duas acusações de tentativa de favorecer a distribuição de cocaína. Ele não negou a quarta acusação de portar uma arma em um crime de narcotráfico. Pulido pôs a culpa de seus crimes em seu vício em esteróides.

Em São Diego, na sexta-feira passada, um funcionário de Imigrações e Alfândegas (CBP, na sigla em inglês) foi preso pelas acusações de ter formado quadrilha para contrabandear drogas e imigrantes ilegais pela fronteira. Luis Francisco Alarid, 31, funcionário do CBP, trabalhara na travessia fronteiriça de Otay Mesa do outro lado da fronteira com Tijuana no México. Os investigadores federais observaram Alarid não fiscalizando veículos que passavam pela sua faixa de inspeção várias vezes. Os investigadores encontraram dezenas de imigrantes ilegais e centenas de quilos de maconha que Alarid supostamente deixou entrar no país.

Na Cidade do Panamá na Flórida, um agente penitenciário da Comarca de Washington foi preso no dia 10 de maio enquanto estava de plantão por supostamente vender maconha a reclusos. O guarda Ivan Duke Peters, 34, é acusado de porte de maconha com a intenção de vender, fabricar ou entregar, compensação ilegal e contrabando em uma casa de detenção. Os investigadores haviam sido informados de que Peters passava o contrabando em troca de espécie dos prisioneiros.

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