Nesta semana, Kevin Mannix, um político conservador oregonês que construiu a carreira dele fazendo pressão por iniciativas eleitorais “duras com a criminalidade”, anunciou que ele e seus colegas iam desistir de uma iniciativa pensada para destruir a Lei de maconha medicinal do Oregon [Oregon Medical Marijuana Act] (OMMA, na sigla em inglês) e eliminar o Programa de maconha medicinal do Oregon. Mais de 16.000 habitantes oregoneses estão inscritos atualmente nesse programa.
Na segunda-feira, o Willamette Week informou que Mannix disse que o esforço acabou. “Essa petição vai parar nesta semana”, disse Mannix, acrescentando que não tinha nem tempo nem dinheiro suficiente para recolher as 82.000 assinaturas necessárias.
O ataque contra a OMMA fazia parte da proposta de Lei de combate à criminalidade do Oregon de Mannix, que teria dado a delinqüentes sexuais reincidentes por “crimes graves” uma sentença mínima de 25 anos, convertido a terceira infração por dirigir embriagado em crime e substituído a OMMA por um programa que, em troca, ofereceria comprimidos de Marinol, o sucedâneo sintético de THC geralmente desdenhado pelos pacientes consumidores de maconha medicinal.
“É a melhor notícia que recebi o dia inteiro”, disse Paul Stanford, diretor da Hemp and Cannabis Foundation, uma cadeia nacional de clínicas que trabalham com a maconha medicinal sediada em Portland, ao Week. “Não temos que desperdiçar nossos recursos incentivando as pessoas a não assinarem essa petição”, diz Stanford. “Não temos que montar uma campanha contra eles no semestre que vem. Simplesmente nos economiza muitíssimo tempo e trabalho”.
Mas, Mannix pode voltar. Ele disse ao Week que a iniciativa contava com o respaldo financeiro da Save Our Society From Drugs, o virulento grupo proibicionista floridense encabeçado por Calvina Fay, e que a organização pode patrocinar outra tentativa de derrubar a OMMA em 2010.


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