De acordo com os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, mais de 300.000 pessoas foram contagiadas com o vírus do HIV/AIDS através do consumo de drogas injetáveis. Isso é mais ou menos 30% de todos os casos informados nos EUA, pouco mais de um milhão, desde a primeira aparição da doença no início dos anos 1980. Os dados estão na Tabela 3 do último Relatório de vigilância do HIV/AIDS do CDC (exclusivamente em inglês), que cobre os casos até 2006.
De acordo com o relatório, mais de 170.000 homens e quase 75.000 mulheres contraíram o vírus mediante a partilha de seringas contaminadas. Outros 68.000 homens o contraíram através da combinação de consumo de drogas injetáveis com contato sexual entre homens.
Se houver qualquer boa notícia a respeito do HIV/AIDS e das drogas injetáveis é que a porcentagem de novos casos relacionados com o consumo de drogas injetáveis parece estar caindo. Embora ao longo da história da epidemia mais ou menos 30% de todos os casos estejam relacionados com a partilha de seringas, em 2006 esse número foi de apenas 17%.
Contudo, isso quer dizer que mais de 3.000 homens e 1.700 mulheres contraíram o vírus em 2006 através do consumo de drogas injetáveis. Aproximadamente mais 1.200 homens o fizeram combinando a partilha de seringas com o sexo entre homens.
A troca de seringas e demais programas pensados para reduzir a proliferação do HIV/AIDS funcionam atualmente em cerca de 200 municipalidades estadunidenses, mas, apesar de seu histórico comprovado, continuam enfrentando hostilidade em algumas comunidades e de certos funcionários estaduais e municipais. Conforme uma emenda apresentada pelo então senador Phil Gramm (R-TX), o governo federal dos EUA é proibido de gastar verbas federais em programas de troca de seringas. Os dois presidenciáveis restantes do Partido Democrata, os senadores Hillary Clinton (NY) e Barack Obama (IL) pediram um fim a essa proibição.


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