Um projeto que teria legalizado a maconha medicinal no Kansas está oficialmente morto para esta sessão. Esteve paralisado há três semanas no Comitê do Senado sobre Estratégias de Atendimento à Saúde depois que os integrantes escolheram não fazê-lo progredir e, segundo as regras da legislatura, ele teve que sair do Senado na sexta-feira passada.

Pete Brungardt (R-Salina), vice-presidente do comitê, disse ao Kansas State Collegian que o consenso entre integrantes do comitê era tão eficaz assim e que existem drogas ilegais. “A impressão que se tem de papos casuais com os membros é que ele não foi apoiado”, disse Brungardt.
O projeto, a Lei de defesa da maconha medicinal [Medical Marijuana Defense Act], teria permitido que as pessoas que sofrem de “doenças debilitantes”, inclusive, mas não limitadas a, câncer, glaucoma e HIV/AIDS, cultivem, portem e consumam pequenas quantidades de maconha com uma certificação por escrito de um médico.
O projeto foi proposto pela Kansas Compassionate Care Coalition, que recrutou Robert Stephan, ex-procurador-geral do Kansas, como assessor jurídico e destacado partidário. Stephan se uniu a Laura Green, diretora da coalizão, ao depor perante o comitê.
“Espero que estas pessoas que se opõem à maconha medicinal nunca tenham de sofrer como as pessoas que tenho visto e com que tenho conversado e as pessoas que a consomem como último recurso”, disse Stephan ao Collegian nesta semana. “Se eu fosse pesquisador, provavelmente diria: ‘Que Deus tenha misericórdia’”.
Green disse que os integrantes da coalizão planejam apresentar novamente o projeto durante a sessão legislativa do Kansas de 2009. “Para nós, é muito decepcionante que não queiram ir a votação no comitê para fazer o projeto progredir”, disse. “Vamos esperar que, qualquer que seja o comitê pelo qual tenha de passar no ano que vem, tenha a força de vontade política para pelo menos realizar uma votação no comitê”.


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