Uma pesquisa conduzida no mês passado pelo Angus Reid Global Monitor descobriu que uma pluralidade de britânicos – 41% - acha que as pessoas pegas portando maconha para seu consumo pessoal deveria enfrentar as penas associadas com as drogas de Classe C. Outros 27% disseram que os portadores de maconha não deveriam sofrer pena nenhuma.
Segundo a Lei de consumo indébito de drogas [Misuse of Drugs Act], o porte de drogas de Classe C (maconha, tranqüilizantes) é punida com até dois anos de prisão, o porte de drogas de Classe B (anfetaminas, barbitúricos) acarreta até cinco anos e o porte de drogas de Classe A (heroína, cocaína, metanfetamina) vale até sete anos. A maconha foi rebaixada para a Classe C em 2005, mas o governo trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown está lançando muitas indiretas de que vai reclassificá-la de volta à Classe B mais grave no futuro próximo.
Mas, de acordo com a pesquisa Angus Reid, enquanto que 68% dos entrevistados favoreciam seja o status quo, seja alguma forma de descriminalização ou legalização, apenas 13% apoiavam tratar o porte de maconha como delitos de drogas de Classe B e somente 11% eram a favor de submeter os fumantes de maconha aos sete anos de prisão associados com as drogas de Classe A. Nove por cento dos entrevistados não faziam a menor idéia.
Embora pareça mentira, o próprio Angus Reid tergiversou os resultados da pesquisa para indicar apoio a uma linha mais dura contra a maconha. “Maioria de britânicos quer cadeia para maconha”, diz a manchete de seu lançamento. Embora isso seja preciso de acordo com os fatos – 65% acham que o porte de maconha deveria ser punido como delito de drogas de Classe A, B ou C -, é enganoso porque uma pluralidade apóia o status quo - não o aumento das penas – e uma minoria considerável apóia não ter pena nenhuma.


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